Soja no Brasil
A soja chegou ao Brasil via Estados Unidos, em 1882.
Gustavo Dutra, então professor da Escola de Agronomia da Bahia, realizou os primeiros
estudos de avaliação de cultivares introduzidas daquele país.
Em 1891, testes de adaptação de cultivares semelhantes
aos conduzidos por Dutra na Bahia foram realizados no Instituto Agronômico de Campinas,
Estado de São Paulo (SP). Assim como nos EUA, a soja no Brasil dessa época era estudada
mais como cultura forrageira - eventualmente também produzindo grãos para consumo
de animais da propriedade - do que como planta produtora de grãos para a indústria
de farelos e óleos vegetais.
Em 1900 e 1901, o Instituto Agronômico de Campinas,
SP, promoveu a primeira distribuição de sementes de soja para produtores paulistas
e, nessa mesma data, têm-se registro do primeiro cultivo de soja no Rio Grande do
Sul (RS), onde a cultura encontrou efetivas condições para se desenvolver e expandir,
dadas as semelhanças climáticas do ecossistema de origem (sul dos EUA) dos materiais
genéticos existentes no País, com as condições climáticas predominantes no extremo
sul do Brasil.
Com o estabelecimento do programa oficial de incentivo
à triticultura nacional, em meados dos anos 50, a cultura da soja foi igualmente
incentivada, por ser, desde o ponto de vista técnico (leguminosa sucedendo gramínia),
quanto econômico (melhor aproveitamento da terra, das máquinas/implementos, da infra-estrutura
e da mão de obra), a melhor alternativa de verão para suceder o trigo cultivado
no inverno.
Fonte: Embrapa